'Não é abundância que traz felicidade', diz Tamara Klink, após inverno presa no gelo do Ártico

Veleiro Sardinha 2, de Tamara Klink, é visto como um pontinho preto em meio ao mar congelado em fiorde da baía Disko, na Groenlândia
'Não é abundância que traz felicidade', diz Tamara Klink, após inverno presa no gelo do Ártico

‘Não é abundância que traz felicidade’, diz Tamara Klink, após inverno presa no gelo do Ártico Tamara Klink narra em seu livro “Bom Dia, Inverno” a experiência de passar seis meses imersa na solidão do Ártico, com seu barco preso no gelo, comparando a expedição com travessias anteriores e destacando a importância da preparação mínima e da resiliência. A aventura a fez confrontar medos femininos e encontrar liberdade ao se desvincular de parâmetros de gênero e do constante ciclo de busca por mais, percebendo que a felicidade não reside na abundância material. Klink também reflete sobre as mudanças climáticas observadas no Ártico e a urgência da ação e adaptação, considerando sua jornada uma forma de conscientização sobre os limites planetários.

  • Tamara Klink passou seis meses isolada no Ártico, com o barco preso no gelo, relatando a experiência em seu livro “Bom Dia, Inverno”.
  • A expedição, inspirada pelo pai Amyr Klink, exigiu uma preparação focada no “mínimo necessário” de competência, recursos e força física.
  • Klink descobriu a liberdade na solidão, distanciando-se dos medos cotidianos associados ao gênero e da busca incessante por mais bens materiais.
  • A aventureira enfrentou perigos como a queda em água gelada, ressaltando que a preparação serve para momentos sem tempo de pensar ou pedir ajuda.
  • Ela percebeu que a felicidade não está na abundância, mas nas sensações e experiências, e que o “inverno” da invernagem oferece uma chance de mudar de perspectiva.
  • Klink observou as transformações do Ártico devido ao aquecimento global e defende a ação imediata para reduzir emissões e a adaptação às mudanças climáticas.
  • Ela vê sua experiência como uma forma de conscientização sobre os limites planetários, embora não se considere uma ativista climática profissional.
  • Klink enfatiza a importância do realismo e da adaptação diante de um clima cada vez mais hostil, criticando a falta de imaginação para lidar com a crise climática. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/06/nao-e-abundancia-que-traz-felicidade-diz-tamara-klink-apos-inverno-presa-no-gelo-do-artico.shtml
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