Opinião

Escritor, doutor em ciência política pela Universidade Católica Portuguesa
Opinião

Opinião A política tem se infiltrado no futebol, com partidos tentando se apropriar de símbolos nacionais como a camisa da seleção e até influenciar a preferência por jogadores como Messi e Cristiano Ronaldo. Essa instrumentalização ideológica do esporte, antes vista em regimes autoritários, agora também ocorre em democracias. O autor argumenta que a política não deveria ditar a escolha de ídolos esportivos, defendendo a apreciação do talento individual acima de ideologias.

  • A direita bolsonarista utilizou a camisa da seleção brasileira como símbolo nacionalista, mas a esquerda a resgatou recentemente.
  • A politização de símbolos esportivos ocorre em outros países latino-americanos, como a Colômbia, com disputas judiciais sobre o uso das cores nacionais.
  • Regimes fascistas e o bloco soviético usaram o esporte como ferramenta de propaganda política e afirmação ideológica.
  • Um estudo sugere que pessoas de inclinação progressista tendem a preferir Messi, associado à modéstia e ao coletivo, enquanto conservadores preferem Cristiano Ronaldo, ligado à excelência individual.
  • Essa leitura ideológica dos jogadores é mais comum entre os jovens, diminuindo com a idade.
  • O autor discorda dessa visão, vendo Messi como um gênio natural e Ronaldo como um produto de mobilidade social e esforço.
  • O Brasil, segundo o estudo, não demonstra preferência clara por nenhum dos dois craques, o que pode indicar divisão ideológica ou desinteresse por uma rivalidade sem brasileiros.
  • A ideia de que Pelé é eterno pode superar as polarizações políticas no futebol brasileiro. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2026/06/a-politica-quer-escolher-ate-o-nosso-craque-favorito.shtml
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