Opinião

Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA)
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Opinião A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã completa cem dias, com a atenção desviada para o choque econômico, apesar da pouca atenção aos mortos. Organizações como a OCDE e o FMI alertam para riscos de escassez de petróleo e queda no crescimento econômico mundial, além de crises alimentares em países mais pobres. Os mercados financeiros americanos, focados em inteligência artificial e nas ‘big techs’, parecem subestimar as consequências, enquanto o preço do petróleo permanece elevado.

  • Cem dias de guerra contra o Irã com pouca atenção aos mortos, mas com persistentes alertas de choque econômico.
  • Grandes empresas petrolíferas alertam para risco de escassez após junho se o estreito de Ormuz permanecer fechado.
  • OCDE prevê crescimento mundial de 2,1% se o conflito durar até o fim do ano; estimativa base é de 2,8%.
  • FMI, Banco Mundial e outras agências alertam para queda rápida nos estoques de petróleo, agravada pelo verão e consumo alto no Norte.
  • Crise alimentar já afeta países pobres na África e Ásia, mas sem atenção global.
  • Diretor da Agência Internacional de Energia descreveu a guerra como ‘a maior interrupção de fornecimento na história do mercado global de petróleo’.
  • Mercados financeiros americanos focam em inteligência artificial e não nas consequências econômicas da guerra, acreditando em recuperação rápida.
  • Economia dos EUA impulsionada por IA e consumo das famílias ricas, mas PIB está lento e salário médio perde para inflação.
  • O choque de oferta representa a perda de 13% do suprimento diário de petróleo, com o barril custando 25% mais do que em fevereiro.
  • A economia mundial está sendo afetada por inflação e juros, com alertas sobre uma possível asfixia súbita. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2026/06/gente-grande-ainda-acredita-que-a-crise-do-petroleo-vai-ser-feia.shtml
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