‘Fosse um pai, nem sequer teria sido processado,’ diz juíza ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros
Ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros pelo crime de homicídio culposo na morte de Henry Borel, a juíza Elizabeth Machado Louro fez duras críticas ao que classificou como uma reação social marcada por “discriminação de gênero” ao longo dos mais de cinco anos de tramitação do caso.
‘Fosse um pai, nem sequer teria sido processado,’ diz juíza ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, acusada de homicídio culposo na morte de Henry Borel, criticando a discriminação de gênero na reação social ao caso. A magistrada argumentou que um homem na mesma situação não seria processado e que a sociedade impõe um ideal inatingível de maternidade às mulheres. Apesar do perdão pelo homicídio culposo, Monique foi responsabilizada por omissão na tortura sofrida por Henry, com pena fixada em 1 ano e 4 meses, considerando o tempo já cumprido.
- Juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros pelo homicídio culposo de Henry Borel.
- A magistrada criticou a reação social ao caso como discriminatória de gênero, afirmando que um pai na mesma situação não seria processado.
- A juíza destacou a pressão social sobre padrões de maternidade e a cultura patriarcal que influencia a sociedade.
- Monique Medeiros foi responsabilizada por omissão em relação à tortura sofrida por Henry, com pena de 1 ano e 4 meses.
- A decisão levou em conta o período já cumprido pela ré e a omissão de Monique, desclassificando a acusação inicial de homicídio doloso para culposo. https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/06/04/fosse-um-pai-nem-sequer-teria-sido-processado-diz-juiza-ao-conceder-perdao-judicial-a-monique-medeiros.ghtml
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