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Especialistas do BRICS definem novos motores da parceria empresarial

247 - O volume de comércio entre os países do BRICS ultrapassou, em 2025, a marca simbólica de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões). O dado foi lembrado aos participantes do 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) pela diretora do Instituto de Estudos Africanos da Academia de Ciências da Rússia, Irina Abramova. Ao lado de especialistas da Índia, do Brasil, da China e da África do Sul, ela discutiu mecanismos eficazes para o desenvolvimento do grupo como um todo e de cada país em particular durante a sessão do Conselho Empresarial do BRICS "Novos motores da parceria empresarial dentro do BRICS". A rede de mídia TV BRICS atua como parceira de informação do 29º fórum. Especialistas internacionais concordaram que o setor empresarial desempenha papel central no grupo. Para apoiar essa área, em fevereiro deste ano, por determinação do presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi criado o Comitê Nacional para Questões de Cooperação Empresarial do BRICS. O chefe da Diretoria de Especialistas da Presidência da Rússia, Denis Agafonov, afirmou que a iniciativa deve ter grande demanda e continuidade. "Por definição, o setor empresarial é mais descentralizado, mais flexível e mais orientado para alcançar resultados práticos. Por isso, conceitos como diplomacia empresarial ganham importância e valor adicionais nas circunstâncias atuais. Uma das tarefas do Comitê Nacional é justamente tornar esse processo mais coordenado, além de ajudar nossas principais associações empresariais que atuam no espaço do BRICS em questões como posicionamento, definição de prioridades em determinadas áreas de cooperação e construção de comunicação", afirmou Agafonov. Neste ano, sob a presidência da Índia no BRICS, atenção especial é dada ao desenvolvimento sustentável e às inovações. O embaixador da Índia na Rússia, Vinay Kumar, destacou a importância de preservar o progresso para as futuras gerações. "As pessoas estão no centro das atividades do BRICS durante a presidência da Índia e também da nossa reunião de hoje. [...] O objetivo da Índia durante o ano de presidência é estabelecer parcerias e, novamente, ressaltar que tudo isso é feito para o ser humano. Novas conexões vão contribuir para o desenvolvimento de todos nós. A Cúpula do BRICS, que será realizada em setembro deste ano, será um evento importante para todo o grupo. Os 10 países-membros e os parceiros representam 50% da população mundial, 50% do PIB global e 35% do comércio global. Isso não são apenas dados estatísticos. Somos bilhões de pessoas responsáveis pelas decisões que tomamos. Todos os Estados-membros com os quais trabalhamos compartilham uma visão comum e objetivos comuns", afirmou Kumar. Após a Índia, em 2027, a presidência do BRICS passará para a China. Segundo Liu Xu, presidente de um banco subsidiário de uma grande instituição financeira chinesa, a cooperação financeira entre os países do BRICS enfrenta uma série de desafios. A China está pronta para ajudar a superá-los. "A China propõe, em primeiro lugar, aprofundar o desenvolvimento do mercado interno e das cadeias produtivas. Em segundo lugar, seguir os princípios do pragmatismo e desenvolver a cooperação em projetos de infraestrutura e projetos-piloto de pagamentos em moedas nacionais. Também é importante estimular o Novo Banco de Desenvolvimento a desempenhar um papel mais ativo no aprofundamento dos pagamentos, do financiamento e dos investimentos nas moedas nacionais dos países-membros. O ano de 2027 será o ano da China no BRICS. [...] Vamos nos concentrar na cooperação em áreas importantes, como digitalização, desenvolvimento inteligente, transformação verde e desenvolvimento sustentável, para alcançar resultados práticos", destacou.

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Maior jornal econômico da Ásia, Nikkei destaca modelo de renda básica desenvolvido em Maricá

247 - O município de Maricá foi destaque em reportagem publicada pelo Nikkei, um dos mais influentes veículos de economia e negócios da Ásia. O conteúdo foi produzido a partir de entrevista concedida pelo prefeito Washington Quaquá durante agenda em Nova York, nos Estados Unidos, voltada à atração de investimentos para a cidade. Na publicação, o jornal japonês apresenta Maricá como um dos casos mais notáveis do mundo na implementação de uma política de renda básica para a população. A reportagem insere a experiência do município no contexto do debate internacional sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho e os desafios relacionados à proteção social nas próximas décadas. O texto destaca a trajetória de Maricá na construção de programas de transferência de renda, com foco na moeda social Mumbuca, e aponta o interesse crescente de pesquisadores, gestores públicos e instituições internacionais pelo modelo adotado no município. A reportagem também aborda o cenário econômico da cidade, ressaltando que as receitas provenientes dos royalties e participações da exploração de petróleo permitiram ampliar investimentos em diferentes áreas da administração pública. Entre as iniciativas mencionadas estão o transporte público gratuito, programas de acesso à educação, expansão da rede de creches e projetos voltados à sustentabilidade e à redução dos custos de energia para a população. Durante a entrevista, o prefeito Washington Quaquá destacou que a atual gestão trabalha para consolidar uma nova etapa do desenvolvimento econômico de Maricá, combinando políticas de proteção social com ações voltadas à geração de emprego, ao fortalecimento do turismo e à atração de investimentos privados.